A Cruz Vermelha da Venezuela (CVV) vai distribuir 46 toneladas de material médico e de higiene, para combater a pandemia da Covid-19 no país, que tem 181 casos confirmados de contágio e nove mortes associadas ao coronavírus.

O anúncio foi feito na segunda-feira aos jornalistas pelo chefe de operações da CVV, Hernán Bongioanni, na receção de parte do material, cujo envio foi organizado pela Cruz Vermelha do Panamá. Segundo Hernán Bongioanni, o apoio humanitário é composto por “kits” de esterilização e de higiene, geradores elétricos, bidões e pastilhas para purificação de água, que vão ser distribuídos pelos diferentes hospitais venezuelanos.

Por outro lado, vão ser ainda distribuídos materiais de proteção pessoal aos membros e voluntários da CVV.

A nossa prioridade é atender ao nosso papel de auxiliares dos poderes públicos, quanto à prevenção e atenção primária em saúde, nos hospitais e ambulatórios”, precisou.

Hernán Bongioanni explicou, ainda, que a CVV vai também dar prioridade às regiões fronteiriças (com a Colômbia) de Zúlia e San António de Táchira, onde já atenderam mais de 2 mil pessoas.

Às centenas de venezuelanos que nas últimas duas semanas regressaram ao seu país, por via terrestre, desde a Colômbia, recomendou que sigam as indicações das autoridades e façam os testes para detetar possíveis infeções com coronavírus.

A CVV estima que 40 mil pessoas vão ser beneficiadas com a nova ajuda humanitária.

A Venezuela tem oficialmente 181 casos confirmados de contágio e nove mortes associadas à infeção pelo novo coronavírus. O país está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao executivo tomar “decisões drásticas” para combater a pandemia. O estado de alerta foi decretado por 30 dias, e prolongado por igual período.

Desde 16 de março que os venezuelanos estão em quarentena, estando impedidos de circular livremente entre os 24 estados do país.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já provocou mais de 117 mil mortos e infetou quase 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.