O Presidente de Israel, Reuvén Rivlin, deu esta terça-feira 48 horas suplementares ao centrista Benny Gantz para formar um governo de unidade nacional com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

O novo prazo concedido por Rivlin foi anunciado instantes depois de esgotado o limite inicial dado a Benny Gantz para formar um executivo (meia-noite em Jerusalém, 21h em Lisboa) e prolonga-se até à meia-noite de quarta-feira, hora local.

Caso Gantz e Netanyahu não consigam colocar um ponto final na mais longa crise política da história de Israel, a responsabilidade passará para o parlamento, onde qualquer membro eleito poderá tentar reunir o apoio de 61 deputados (de um total de 120) para formar governo e evitar um quarto ato eleitoral em menos de um ano no país.

Gantz pediu a Rivlin a prorrogação do prazo na noite de sábado, após um princípio de acordo que incluía a rotação com Netanyahu na liderança do governo e que, segundo o partido de Gantz, caiu por terra devido a um desacordo em torno da composição do Comité de Nomeações Judiciais.

O antigo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas tinha-se candidatado ao cargo de presidente do Knesset (parlamento) e foi eleito em 6 de março. Imediatamente a seguir à eleição, Gantz apelou para um “governo de união e de emergência” para gerir a crise do novo coronavírus.

Benjamin Netanyahu conta com o apoio de 59 dos 120 parlamentares de Israel e precisaria de mais dois para obter a maioria e poder formar um governo. Gantz obteve o apoio de um maior número de deputados e ficou com aquela tarefa. O país é dirigido por um executivo em transição há mais de 15 meses.

Caso não haja acordo dentro do prazo estipulado, o parlamento terá de convocar novas eleições.