Foi o ano em que se apresentou ao mundo. O ano em que Bolt, para além de já significar raio na língua inglesa, passou a ser sinónimo de velocidade. O ano em que aquele festejo especial, com os dois braços a apontar na diagonal, correu mundo. Em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, Usain Bolt conquistou a medalha de ouro nos 100 metros e nos 200 metros, estabeleceu novos recordes mundiais nas duas distâncias e tornou-se um dos atletas mais reconhecidos do mundo.

De lá para cá, foi ouro nos 100, 200 e estafeta 4×100 metros em Londres, nos Jogos Olímpicos de 2012, e voltou a ganhar as três distâncias nos últimos Jogos em que participou, em 2014 no Rio de Janeiro. Retirou-se em 2017, depois de cair durante a final dos 4×100 dos Mundiais de Londres. Mas foi um daqueles momentos de 2008, há já 12 anos, que Usain Bolt escolheu recordar esta semana.

Na final dos 100 metros, onde estabeleceu um novo recorde olímpico e mundial de 9.69 segundos, o atleta jamaicano cruzou a meta bem longe de Richard Thompson, medalha de prata, e do norte-americano Walter Dix, que ficou com o bronze. Ora, esta semana, em tempos de pandemia mundial e em que uma das expressões mais repetidas em todos países é “distanciamento social”, Bolt escolheu precisamente uma fotografia dessa final para ilustrar aquilo que, na sua ótica, é cumprir o distanciamento social.

A publicação tornou-se viral nas redes sociais e já leva mais de 602 mil likes. O atleta de 33 anos está atualmente no país natal, a Jamaica, que regista nesta altura 73 casos da Covid-19 e quatro vítimas mortais.