A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, assegurou esta quinta-feira que a instituição está “preparada para aumentar” a dimensão dos seus programas de compra de dívida e para outros ajustamentos, se for necessário e pelo tempo necessário.

Numa intervenção da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), que está a decorrer por videoconferência, Lagarde disse que o BCE “vai explorar todas as opções e todas as contingências para apoiar a economia neste impacto”.

“O Conselho de Governadores tem o compromisso de fazer o necessário dentro do seu mandato para ajudar a zona euro nesta crise”, afirmou Lagarde.

O BCE observa que alguns fundos de investimento têm sofrido “saídas de capital significativas” desde o início da volatilidade no mercado, mas considera que as medidas que adotou recentemente contribuíram para melhorar as condições.

Lagarde também disse que o BCE apoia as medidas de resposta à crise do FMI, em particular os ajustamentos nos empréstimos de emergência e a criação de uma linha de crédito a curto prazo para países com dados macroeconómicos fundamentalmente fortes.

O BCE criou, recentemente, um novo programa de compra de ativos de emergência para travar o impacto económico da pandemia de Covid-19, com uma dotação total de 750 mil milhões de euros até ao final de 2020.

Estes 750 mil milhões de euros surgem por acréscimo aos 120 mil milhões de euros que o BCE anunciou anteriormente e aos 20 mil milhões de euros de dívida que compra mensalmente desde novembro passado.