O número impressiona, até para um país com uma população de 328 milhões de habitantes. Mais de 5,2 milhões de norte-americanos entregaram os papéis para subsídio de desemprego só na semana passada. Em quatro semanas o total de pedidos ascende a 22 milhões de pessoas.

O número dos 22 milhões de desempregados em quatro semanas representa, aproximadamente, todo o emprego criado nos últimos nove anos e meio, ou seja desde os tempos da última grande recessão de 2008 e 2009 (dessa vez de origem financeira).

Os 22 milhões de desempregados nos EUA nas últimas quatro semanas representam todo o emprego criado em nove anos e meio.

Os 22 milhões de desempregados nos EUA nas últimas quatro semanas representam todo o emprego criado em nove anos e meio. Ainda assim, de acordo com o Departamento do Trabalho norte-americano, os 5,2 milhões de desempregados registados na semana até 11 de abril representam uma descida em relação aos 6,62 milhões de pedidos na semana anterior.

Os dados preliminares a nível estadual – ainda sem ajustamento às flutuações sazonais – indicam que a Califórnia foi o estado que registou o maior número de pedidos de desemprego na semana que passou: 660,9 mil pessoas em cinco dias.

Os níveis de desemprego – que o Washington Post diz que estão a caminho de “níveis da Grande Depressão” de 1929 – surgem na sequência de outros dados divulgados esta semana. Todos eles evidenciam o impacto das restrições e do confinamento ordenado nos EUA devido ao surto do novo coronavírus. Nesta semana já se registou quedas históricas da atividade industrial e nas vendas a retalho norte-americanas. Por outro lado, o pequeno comércio local indicou uma contração da atividade económica “acentuada e abrupta em todas as regiões dos EUA”.

Hotéis e restauração, grossistas e até firmas de advocacia indicaram também fortes quedas na atividade nas últimas semanas. “Não há sítio onde nos esconder. Esta é a mais profunda, mais rápida e mais abrangente recessão [no que diz respeito a setores] que alguma vez vimos”, declarou Diane Swonk, economista chefe da Grant Thornton, em Chicago, citada pelo New York Times.