O financiamento de apoio à tesouraria da TAP poderá ser montado pelo banco chinês ICBC. Segundo o Jornal Económico, a operação de crédito deverá passar por bancos estrangeiros, ainda que seja certo que será necessário um aval do Estado português, tal como ontem sinalizou o presidente da transportadora. No Parlamento, Miguel Frasquilho avisou que as companhias aéreas não vão conseguir financiamento bancário sem aval dos estados e que, em alguns casos, nem sequer essa garantia pode ser suficiente.

Apoios à tesouraria, isenções de taxas e impostos. Ajuda do Estado à TAP vai impor condições

O Jornal Económico avança que a TAP irá negociar um financiamento de 350 a 375 milhões de euros com bancos internacionais, uma operação que pode vir a ser coordenada pelo Banco Industrial e Comercial da China, o ICBC. É para esse empréstimo que a companhia precisa de um aval do Estado, cenário que aliás o Observador já tinha avançado.

Do empréstimo de mais de 200 milhões com aval do Estado até à nacionalização. As soluções para a TAP resistir à maior crise

A TAP, revelou ontem Miguel Frasquilho, tinha uma posição de tesouraria para dois a três meses quando rebentou a crise do Covid-19, e apesar de entretanto ter reduzido os custos sobretudo graças ao lay-off da maioria dos trabalhadores, quase sem receitas, a empresa precisará de entrada de dinheiro no final de maio ou junho.

O Económico avança ainda que um aval público a um empréstimo bancário regular é uma solução preferível do que uma emissão de dívida convertível em ações, solução que aliás já foi feita para financiar a TAP no pós-privatização. Esta modalidade aumentaria a exposição do Estado à companhia, numa altura em que a nacionalização ou até o reforço da posição acionista pública, embora apontadas como cenário possível, não estão de todo consensualizadas, nem com os acionistas privados, nem dentro do próprio Governo.