O realizador João Maia soube da morte de Filipe Duarte através de Teresa Amaral, diretora de produção de Variações, o filme que os juntou em 2018. “O Filipe parecia o tipo mais saudável de nós todos, tinha todo o ar de quem viveria até aos 100 anos.  Era vegetariano e estava numa forma incrível”, disse João Maia ao Observador, dando assim conta da estupefação perante o desaparecimento do ator, vitimado esta sexta-feira por um ataque cardíaco, aos 46 anos.

Falaram pela última vez há poucas semanas e tinham apalavrado um jantar para junho, com o resto da equipa do filme. “Era extrovertido, tratava toda a gente da mesma maneira e todos gostavam dele”, recordou João Maia, em conversa telefónica na tarde de sexta-feira. “Era ultraprofissional, estava a horas, tinha tudo sabido, ninguém esperava por ele. Era mesmo um tipo fantástico. Sei que ele gostou de trabalhar comigo e com a equipa.”

“Inteligente, com carisma, muito intenso”

João Maia e Filipe Duarte conheceram-se no início dos anos 2000. “Ele fazia muitos trabalhos de locução e era a voz de uma marca de pão que me chamou para realizar um filme publicitário há perto de 20 anos. Eu ia começar a dirigir e ele pediu para fazer uma proposta. Entrou na cabine, fez a locução e foi melhor do que aquilo que eu tinha em mente. Foi à primeira. Fiquei logo com muito boa impressão dele.”

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