23 pessoas morreram durante um tiroteio na região de Nova Escócia, no Canadá. Tudo começou ainda na noite de sábado e estendeu-se durante a madrugada de domingo. Durante 12 horas, o atirador deslocou-se de carro pela região e matou então 23 pessoas, incluindo um polícia. Segundo a polícia, o atirador disfarçou-se de polícia e fez alterações a um carro para se assemelhar a um veículo policial. Alguns corpos foram encontrados dentro de casas que tinham sido incendiadas pelo autor dos disparos.

Segundo o The Guardian, o atirador identificado pela polícia era Gabriel Wortman e tinha 51 anos. De acordo com as informações que agora circulam, era dentista. Foi detido numa bomba de gasolina em Enfield, Nova Escócia, e as autoridades canadianas confirmaram mais tarde que o suspeito acabou por morrer, sem detalhar se foi abatido pela polícia. A investida de 12 horas do atirador ocorreu na cidade costeira de Portapique, a cerca de 130 quilómetros a norte de Halifax, a capital da região.

O episódio começou na noite de sábado, quando as autoridades pediram à população de Portapique que ficasse dentro de casa. De acordo com a CBC, a televisão estatal canadiana, os habitantes viram vários carros da polícia a arder e ouviram tiros. As autoridades explicam então que Gabriel Wortman estaria disfarçado de polícia e terá alterado o aspeto de um carro para que ficasse parecido com um veículo policial. Mais tarde, terá mudado de carro, explica a BBC.

“Nunca imaginei, quando me deitei na noite passada, que fosse acordar com estas notícias horríveis de que um atirador ativo estava à solta na Nova Escócia. Este é um dos atos de violência mais absurdos na história da nossa região”, disse Stephen McNeil, o autarca da província canadiana. Também Justin Trudeau, o primeiro-ministro do Canadá, já reagiu ao episódio, que considerou ser uma “situação terrível”.

Este é desde já o tiroteio mais mortífero a ter lugar no Canadá nos últimos anos. Na história mais recente do país, o pior tinha sido em janeiro de 2017, quando um homem matou a tiro seis pessoas num centro cultural islâmico no Québec.