A Ferrari transaccionou, em 2019, um total de 10.131 veículos e em cada um deles terá retirado um lucro de 86.369€. Trata-se de uma margem generosa mas que, ainda assim, fica aquém dos 86.801€ alcançados pelo fabricante de Maranello em 2018. Os dados são da Car Industry Analysis, com base nos resultados comunicados por 28 construtores de automóveis.

Ferrari é a “marca mais poderosa do mundo”

A pesquisa, citada pelo Fiat Group World (que não tem uma ligação oficial com a Fiat Chrysler Automobiles), revela que o facto de ter registado um  número recorde de vendas – ainda sem o incremento esperado com o lançamento do SUV Purosangue – não impediu a grande rival da Lamborghini de extrair mais proveito por cada unidade comercializada. Conquista cujos louros se devem a um departamento de marketing altamente eficaz, mas também à agilidade que a Ferrari revelou na adopção de novas tecnologias para ir ao encontro das novas tendências dos consumidores, cada vez mais ávidos de soluções ambientalmente mais sustentáveis. O híbrido LaFerrari deu o pontapé da saída e o SF90 Stradale foi o eleito para dar continuidade à estratégia de electrificação, agora sob a forma de híbrido plug-in.

Comparativamente, para alcançar o mesmo resultado da Ferrari, a BMW teria de vender 30 carros, enquanto a Toyota teria de entregar 44 veículos. Já a Volkswagen teria de comercializar  56 viaturas e a PSA não menos que 65. A Mercedes teria de se esforçar ainda mais (67), mas nada que se compare aos 908 e 926 da Ford e Nissan, respectivamente.

De realçar que os dados divulgados por 28 dos principais construtores de automóveis revelam que o lucro operacional em 2019 caiu 11%, para 86,4 mil milhões de euros. Contudo, a Ferrari teve um lucro líquido, após impostos e outros custos, de 3,766 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento acima de 10% face a 2018. Esse resultado é mais do dobro da média global.