O porta-contentores de bandeira portuguesa Tomii Ritscher foi abordado por uma lancha ao largo de Cotonu, a capital do Benim, e vários assaltantes subiram a bordo do porta-contentores, noticia o site de informação marítima Dryad Global.

De acordo com a informação transmitida por este site noticioso especializado em notícias e informação privilegiada na área marítima, o porta-contentores estava a 3 ou 4 quilómetros ao largo de Cotonu quando foi abordado, no domingo, por uma lancha, tendo vários piratas marítimos subido a bordo.

“O navio português reagiu à aproximação da lancha, tendo obrigado a lancha a fugir, aparentemente deixando alguns dos piratas a bordo”, lê-se na notícia, que dá conta que 11 membros da tripulação do navio português conseguiram refugiar-se na cidadela [zona destinada a refúgio em caso de ataque], mas oito outros tripulantes não entraram na cidadela”, acreditando-se que estão reféns dos piratas marítimos.

O navio estava em águas territoriais do Benim, pelo que este ataque não é abrangido pelas normas de protocolo de pirataria internacional.

Portugal tem um navio de guerra a 800 quilómetros do local, no quadro das operações de combate à pirataria no Golfo da Guiné.

Contactado pela Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal confirmou ter conhecimento deste incidente, dizendo, no domingo à noite, o navio estava “em águas territoriais do Benim” e acrescentando que “nenhum dos 18 tripulantes a bordo é português“.

Segundo as informações do MNE, “a entidade proprietária do navio também não é portuguesa”. De acordo com o site Dryad Global, o navio é detido pela empresa alemã Transeste Schiffahrt GMBH.

Em outubro de 2019, Portugal publicou um decreto que autorizava os armadores a contratarem guardas armados para navios de bandeira nacional, nomeadamente quando atravessassem zonas de conflito ou com casos de pirataria. No entanto, esse decreto ainda não foi regulamentado.

No final de março, no golfo da Guiné, o navio MSC Talia, com registo na Madeira, foi alvo de um ataque de pirataria, tendo sete dos seus 17 tripulantes, de nacionalidade ucraniana, sido sequestrados, estando atualmente desaparecidos.