A Associação Nacional de Freguesias (Anafre) vai pedir às juntas em cujas instalações funcionam postos de correios que estão encerrados para reabrirem de modo a assegurarem o pagamento de pensões, disse esta terça-feira o presidente da Associação.

À semelhança do que sucedeu no final de março deste ano, a Associação de Freguesias vai contactar essas juntas de freguesia no sentido de que seja garantida a entrega das pensões aos respetivos beneficiários, reabrindo os postos que estão fechados por causa da pandemia da Covid-19, ainda que de forma condicionada, no período de pagamento das pensões, disse esta terça-feira à agência Lusa o presidente da Anafre, Jorge Veloso.

Para isso, adiantou o autarca, que também é presidente da junta da União de Freguesias de São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades (Coimbra), já foi pedida aos CTT a lista dos cerca de 140 postos que funcionam em instalações de juntas de freguesia e estão atualmente encerrados.

Alguns desses postos de correio poderão não ter condições para reabrirem, tal como já sucedeu em março, mas as pensões não deixarão de chegar aos destinatários, disse Jorge Veloso.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, pediu às freguesias “um último esforço” para que as juntas onde se encontram instalados postos dos CTT possam abrir de forma condicionada, salientando que isso é “absolutamente” decisivo para entregar as pensões ao domicílio.

A reabertura destes postos será “absolutamente decisiva” para que se possa cumprir o objetivo de entregar as pensões ao domicílio à totalidade dos pensionistas portugueses, sustenta Pedro Nuno Santos, numa carta enviada à Anafre na segunda-feira.

Na missiva, além de pedir “um último esforço” para a abertura condicionada das juntas onde se encontram instalados postos dos CTT, o ministro saúda os autarcas pela colaboração na entrega das pensões pelos CTT ao domicílio de uma grande parte de pensionistas portugueses no mês de abril.

Mas, salienta Pedro Nuno Santos, ainda se encontram encerrados 141 postos de CTT instalados em infraestruturas de juntas de freguesia, aos quais “acrescem 479 outros a funcionar em horário reduzido, o que tem provocado algumas perturbações em serviços postais essenciais”.

Em 31 de março, o Governo já tinha solicitado a abertura de “forma condicionada” das juntas de freguesia onde se encontram instalados postos dos CTT, lembrando que os serviços postais são “verdadeiramente essenciais” e garantem a entrega das pensões.

Então estavam encerrados cerca de 340 postos de correios e, na sequência de idêntico pedido do Governo e da Anafre, reabriram (para entrega de pensões) perto de três centenas, ficando encerrados cerca de 40, mas cujas pensões chegaram aos respetivos beneficiários, devido designadamente à colaboração dos CTT e dos carteiros.

“Agora temos encerrados cerca de 140 postos de correios” em juntas de freguesia, parte dos quais vão seguramente voltar a abrir, afirma Jorge Veloso.

Alguns desses postos não poderão reabrir, reconhece o presidente da Anafre, mas, sublinha, também desta vez não faltará a colaboração dos CTT e dos carteiros e das autarquias.

Há postos de correios instalados em juntas de freguesia sem condições para garantirem em permanência o seu funcionamento, bastando que o seu único funcionário adoeça, exemplifica Jorge Veloso, referindo que é necessário rever o protocolo dos CTT com as juntas para ultrapassar este tipo de situações.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Portugal regista esta terça-feira 762 mortos associados à Covid-19 em 21.379 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia. Relativamente a segunda-feira, há mais 27 mortos (+2,5%) e mais 516 casos de infeção (+3,7%).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.