Colocar a economia em movimento, depois do longo período de estacionamento forçado devido à Covid-19, pode ser mais complicado que muitos pensavam. A conclusão não é nossa, mas sim dos CEO dos principais fabricantes alemães que, depois de abrirem as fábricas e os concessionários esta semana, continuam a não ver grande motivação para assinar os cheques, para confirmar a aquisição, por parte dos clientes.

A solução encontrada pelas marcas, cheias de carros para escoar, e pelos políticos, que necessitam de cobrar impostos, passa pelo eco-abate, ou seja, o subsídio para enviar os carros mais velhos (e também menos seguros e menos poluentes) para a sucata, trocando-os por modelos novos.

A ideia dos dirigentes alemães é recuperar a receita que funcionou tão bem na Europa em 2009 quando, depois do marasmo, as vendas dispararam com a introdução de um programa que consistia em distribuir 2300€ por quem abatesse um carro antigo, na compra de um novo. O responsável pela Baviera, Markus Soeder, quer ir um pouco mais longe, propondo que o eco-abate favoreça os veículos menos poluentes.

A BMW através de Oliver Zipse, o seu CEO, abraçou a ideia, no que é apoiada pelo estado da Baixa Saxónia, que detém 20% da VW, pois também este favorece o apoio a veículos eléctricos e híbridos plug-in. A proposta contou igualmente com o aplauso do COO da VW, Ralf Brandstatter, que defende que qualquer ajuda é boa, se beneficiar o ambiente.