A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) anunciou esta terça-feira a criação de um grupo de suporte para garantir bem-estar a quem está a lutar contra a pandemia de Covid-19.

“No atual contexto de grande exigência e emergência, até pelas complexas atualizações técnico-científicas e organizacionais quase diárias, associado ao desgaste físico e emocional, será importante partilhar experiências sobre o impacto da crise no desempenho técnico e profissional”, salienta o presidente da secção, Carlos Cortes, em comunicado enviado à agência Lusa.

Para os médicos inscritos na SRCOM, todas as semanas, à quarta-feira, será ativado o grupo que poderá ter, no máximo, 10 participantes, através de videoconferência numa plataforma digital.

Os interessados devem inscrever-se através do endereço eletrónico srcom.gam@gmail.com, realizando-se as sessões entre as 21h30 e 23h.

Segundo o comunicado, o grupo de suporte é dinamizado pelos psiquiatras João Redondo, coordenador do Gabinete de Apoio ao Médico da SRCOM, e Tiago Santos, membro do mesmo gabinete.

“A partilha e reflexão dos desafios colocados sobre a atual pandemia, o balanço do custo pessoal e familiar da reorganização do trabalho e dos riscos inerentes são objetivos gerais deste grupo”, explica João Redondo, citado também no comunicado.

O médico do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) salienta que esta intervenção foi planeada “de forma a ajudar a fazer a gestão emocional das situações de stress, auxiliar no processo de compatibilização de contextos familiares/laborais e informais, bem como para reforçar as competências no relacionamento interpessoal em contexto de crise, entre outras”.

Esta iniciativa do Gabinete de Apoio ao Médico da SRCOM conta com o apoio do Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicológico do CRI de Psiquiatria CHUC.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 167 mil mortos e infetou mais de 2,4 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.