A gama de PHEV da Mercedes vai ser consideravelmente reforçada. Até ao final deste ano, serão 20 os modelos propostos pelo fabricante alemão, assentes em duas soluções distintas – uma específica para os modelos compactos e outra, com maior capacidade de bateria e motor eléctrico mais possante, para modelos de maiores dimensões e SUV.

Os PHEV oferecem grandes vantagens para os construtores, uma vez que a forma como o legislador europeu determina os respectivos consumo e emissões de dióxido de carbono (CO2) permite-lhes reivindicar números particularmente reduzidos, dando um contributo importante para a redução da média de emissões de CO2 da marca.

O sistema PHEV pode igualmente dar uma ajuda à carteira do cliente, bem como ao ambiente, se devidamente utilizado, uma vez que garante uma autonomia em modo eléctrico que pode cobrir as utilizações diárias regulares para a maioria dos condutores. Contudo, estudos revelam que os utilizadores deste tipo de mecânicas híbridas, especialmente os modelos mais caros, raramente recarregam a bateria, abrindo assim mão das vantagens que os PHEV oferecem. À excepção de uma: aquela que permite ter maiores benefícios fiscais. E a falha de Bruxelas é não ter ainda concebido uma forma de limitar o abuso.

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Versão compacta com 102 cv e 15,6 kWh

Para modelos compactos, a Mercedes criou uma solução com uma unidade eléctrica menos possante e uma bateria mais pequena, com motor montado em posição transversal, associado a uma caixa automática 8G-DCT, de dupla embraiagem e oito velocidades. O motor de combustão é o quatro cilindros a gasolina com 1,33 litros que, associado ao motor eléctrico de 102 cv (instalado dentro da caixa), atinge um total de 218 cv e 450 Nm de binário. Os 0-100 km/h são atingidos em 6,6 segundos (no Classe A 250e), com a velocidade máxima a estar fixada em 235 km/h.

A bateria de 15,6 kWh permite anunciar 77 km de autonomia em NEDC, método algo optimista, mas segundo o mais realista WLTP deverá rondar 68 km, o que deverá ser uma proposta interessante para a maioria dos clientes que se movimentam em meio urbano, ou semi-urbano. De acordo com a marca, o Classe A 250e está homologado com um consumo de 1,1 l/100 km, a que correspondem 25g de CO2/km.

Versão mais veículos maiores com 136 cv e 31,2 kWh

Para os veículos maiores e mais pesados, nomeadamente as grandes berlinas e os SUV, a Mercedes concebeu um sistema longitudinal, associando um motor diesel à caixa automática 9G-Tronic. Esta passa a incluir um motor eléctrico com 136 cv, maior pois do que o usado na versão compacta. Isto faz disparar a potência combinada para 320 cv e 700 Nm de força, o que assegura um nível de prestações superior.

Para alimentar o motor mais potente e permitir uma maior autonomia num veículo mais pesado, a Mercedes incrementou a capacidade da bateria, que nesta solução sobe para 31,2 kWh. Segundo a marca alemã, em alguns modelos, a autonomia poderá chegar a 106 km em NEDC, o que deverá corresponder entre 65 e 85 km em WLTP.

Esta solução EQ Power para veículos maiores deverá permitir, num modelo como o GLE 350 de 4Matic, homologar consumos similares ao Classe A, ou seja, com 1,1 litros e 29 g de CO2/km.