A Coreia do Sul, um dos países que tem sido citado como exemplo na resposta ao surto do novo coronavírus, está a começar a reduzir as regras de isolamento social. Como conta a Reuters, um número crescente de negócios está a reabrir portas lentamente e, além de terem regressado aos seus locais de trabalho, os sul coreanos voltaram a frequentar centros comerciais, campos de golfe e restaurantes. Contudo, ainda há restrições com medidas de distanciamento social a continuarem em vigor nos próximos 15 dias.

Empresas como a SK Innovation e a Naver estão a terminar medidas que permitem ao funcionários trabalhar a partir de casa.  Contudo, para já, continuam a aplicar horário flexível e a impor limites a viagens e reuniões presenciais. Mesmo assim, parques, campos de golfe, restaurantes e centros comerciais começaram a ter bastante afluência este fim-de-semana.

Kim Tae-hyung, engenheiro numa central elétrica, que tem 31 anos e mora em Seul, disse à Reuters: “Sou membro de um clube comunitário de futebol e saímos para jogar no sábado pela primeira vez em dois meses. Estávamos a usar uma máscara enquanto brincávamos, ainda preocupados com o coronavírus, mas o tempo estava bom e senti-me tão revigorado”.

Coreia do Sul com oito novos casos nas últimas 24 horas

As autoridades de saúde do país continuam a alertar que é preciso haver “cautela”. As escolas continuam fechadas, por exemplo. Mesmo assim, o país já foi a votos na semana passada numa eleição nacional e, lentamente, começa a permitir-se a celebração de eventos religiosos.

Se baixarmos a guarda no distanciamento social, (o vírus) pode voltar e prejudicar bastante e colocar em risco a nossa sociedade”, diz Kim Gang-lip, vice-primeiro ministro da Saúde do país.

As medidas de contenção levam, contudo, a que ainda existam muitas pessoas em quarentena. Depois de, neste domingo, um sul coreano de 58 anos ter votado em Busan, a segunda maior cidade do país, as autoridades do país puseram sob quarentena mais de mil pessoas. Para isso, descobriram quem esteve em contacto com este homem e a filha, uma enfermeira, que também está contaminada.