Abril foi o mês escolhido para a Toyota revelar na China os seus três primeiros eléctricos a bateria, sendo dois com emblema Toyota e o terceiro com as cores da Lexus. De salientar que os japoneses têm bastante experiência em automóveis 100% eléctricos, só que alimentados com energia produzida a bordo por células de combustível a hidrogénio, como o prova o Toyota Mirai. A diferença é que agora a energia necessária para alimentar o motor está armazenada na bateria.

Não há nada de errado nos eléctricos com tecnologia fuel l, pois até a Caetano Bus já está a produzir autocarros eléctricos movidos com o sistema do Mirai. Contudo, e segundo o responsável do projecto, esta solução tecnológica ainda está demasiado cara para ser competitiva – ao contrário das baterias que têm evoluído mais rapidamente –, o que levou a marca japonesa a investir, também ela, nos acumuladores de iões de lítio. Os primeiros Toyota a bateria ainda não chegaram à Europa ou aos EUA, mas vão chegar ainda este mês à China.

Os modelos em causa são o Toyota C-HR, Toyota IZOA e o Lexus UX 300e, com os dois primeiros a serem essencialmente o mesmo veículo, ainda que fabricados pela marca japonesa em parceria com distintos sócios chineses. O C-HR eléctrico, exteriormente em tudo similar ao C-HR híbrido comercializado na Europa, é produzido pela GAC Toyota Motor Co., enquanto o IZOA eléctrico está a cargo da FAW Toyota Motor Sales Co..

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A plataforma TNGA (de Toyota New Global Archicture) do C-HR foi alvo de algumas adaptações, de forma a trocar o motor a gasolina, a caixa de velocidades que contém dois motores eléctricos e a pequena bateria, por apenas um motor eléctrico e uma bateria substancialmente mais generosa, com 54,3 kWh de capacidade. De acordo com o fabricante japonês, os C-HR e IZOA eléctricos deverão anunciar 400 km de autonomia segundo o método chinês, que é ainda menos exigente do que o antigo e pouco rigoroso sistema europeu NEDC e mais distante ainda do actual WLTP.

O Lexus UX 300e, o eléctrico chinês da marca de luxo do grupo Toyota, recorre à mesma plataforma que existe no UX 300 europeu, mas trocando a mecânica híbrida por outra 100% eléctrica e a mesma bateria de 54,3 kWh. Ao que parece pelas fotos, o chassi original, concebido para motores de combustão híbridos, viu o centro da plataforma cortada e aí instalado o pack de baterias, o que limita o espaço útil para alojar células. Daí que a capacidade dos acumuladores não seja superior. Ao ser maior e mais pesado, é possível que o UX 300e anuncie ainda menos autonomia do que os seus “irmãos” da Toyota.