O uso de máscara passa a ser obrigatório a partir de esta terça-feira na Madeira para os profissionais das atividades que impliquem contacto com o público, uma medida determinada pelo Conselho do Governo Regional no passado dia 18.

O presidente do executivo madeirense, Miguel Albuquerque, anunciou então que a máscara passaria “a ser obrigatória a partir das 00h do dia 22 de abril para os profissionais e pessoal de todas as atividades com contacto com o público”, como supermercados, no contexto de contenção da pandemia de Covid-19.

O governante argumentou que se “provou recentemente que o uso das máscaras pela comunidade contribui positivamente para diminuir os riscos de contágio”.

“Deste modo, recomendamos o uso de máscaras por toda a população consoante formos atenuando as medidas restritivas”, disse.

Contudo, alertou, as máscaras não dispensam o isolamento social e profilático nos casos suspeitos, o distanciamento social, a lavagem frequente das mãos, a etiqueta respiratória, a limpeza dos espaços e desinfeção das superfícies, a não realização de cumprimentos com contacto físico e a não permanência em locais muito frequentados e fechados.

O governo e as autoridades regionais da saúde, com base em estudos científicos e exemplos de outros países, recomendam vivamente o uso de máscaras de proteção para a população em geral, adicionando esta medida às outras preventivas em vigor”, explicou o presidente do Governo Regional.

O executivo madeirense mandou, inclusive, confecionar máscaras reutilizáveis para serem distribuídas a toda a população do arquipélago, de forma gratuita, a uma média de duas por domicílio.

As máscaras começaram a ser distribuídas em 17 de março pelos CTT e vão chegar às 54 freguesias do arquipélago, mas as primeiras a receber são as do Monte e do Imaculado Coração de Maria, no concelho do Funchal.

O diretor desta operação dos CTT na Madeira considerou que esta era “uma distribuição inédita”.

A Madeira mantém outras medida de contenção da pandemia, como o controlo das acessibilidades externas, o fecho dos portos e marinas da região, e a forte restrição à acessibilidade aérea, com a obrigatoriedade de quarentena para os passageiros desembarcados, bem como o controlo da temperatura.

Devido ao aumento do número de casos na freguesia de Câmara de Lobos, sede do concelho com o mesmo nome, foi decretada uma cerca sanitária nesta freguesia, em vigor desde domingo e durante 15 dias.

Entretanto, na segunda-feira foram reabertas as atividades da indústria extrativa, transformadora, da construção civil e conexas, que terão de cumprir “medidas rigorosas e imperativas de funcionamento, quer nos termos dos respetivos planos de contingência das empresas, quer nos termos das recomendações da autoridade regional da saúde”.

Essas medidas dizem respeito, designadamente, ao transporte dos profissionais, ao distanciamento social, ao controlo da temperatura, aos atos de higiene pessoal e coletiva, à desinfeção periódica dos locais de trabalho e dos locais de refeições e o uso obrigatório de máscara.

Quanto à reabertura da atividade comercial e prestação de serviços, o executivo indicou que no final desta semana avaliará a situação e “tomará as medidas adequadas”.

A Madeira não registou na terça-feira novos casos de Covid-19, mantendo-se o total de 85 pessoas infetadas no arquipélago, das quais três estão hospitalizados e 13 já recuperaram.