O governo de São Tomé e Príncipe impôs esta quarta-feira o “confinamento obrigatório em todo o território nacional”, a partir das 19h locais, e avisou que o Exército e a polícia vão efetuar patrulhamento para garantir o cumprimento das medidas.

Em comunicado lido pelo seu porta-voz, Adelino Lucas, o executivo adiantou que, no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, não é permitido aglomerações de pessoas e os cidadãos que violarem estas novas medidas poderão ser detidos e “incorrerem em crime de desobediência”.

O governo impôs igualmente a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção a todos os cidadãos que circulam nas vias públicas, bem como a todos os que prestam serviço ao público.

O executivo são-tomense anunciou esta quarta-feira um conjunto de 10 “medidas de exceção”, que inclui a redução para 20 do número de membros de família que poderá participar nos funerais e venda em dias alternados nos mercados, como forma de evitar aglomerações.

Ainda no âmbito das medidas, o governo ordenou o encerramento do mercado de fardo (roupas usadas) e anunciou a chegada no próximo dia 27, proveniente de Portugal, de um avião com materiais sanitários para fazer face à pandemia.

“Nenhum cidadão deverá deslocar-se de São Tomé para a Região Autónoma do Príncipe e vice-versa sem a realização prévia de testes rápidos” à Covid-19, referiu ainda o comunicado, que estabeleceu “a meia-noite do dia 24” (1h de dia 25 em Lisboa) como data indicativa para a sua entrada em vigor.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou cerca de 178 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.