aqui lhe demos conta da necessidade que as oficinas têm de garantir uma desinfecção eficaz a todos os veículos que a visitam, como forma de impedir a contaminação pelo coronavírus. Daí que a Bentley Lisboa tenha feito questão em partilhar com o Observador a forma como tranquiliza os seus clientes, nervosos, como todos os outros, com receio que o seu veículo lhes seja devolvido reparado, limpinho e… infectado.

Embora a marca inglesa não avance com soluções mais radicais do que os tradicionais produtos de limpeza, que asseguram algum nível de protecção – sem contudo beliscar minimamente todas aquelas peles, madeiras, alumínios e aços de aspecto irrepreensível -, a Bentley Lisboa decidiu ir um pouco mais longe que o próprio construtor, garantindo que “não há vírus que resista”.

A estratégia do concessionário passa por recorrer a uma limpeza a vapor, utilizando ao mesmo tipo de desinfectante que se utiliza em salas hospitalares, produto que não danifica os materiais no interior. Depois do vapor vem o acabamento a pano, embebido no líquido, para a atenção final incidir nas condutas de ventilação. Mas o pormenor mais curioso é que, para que o cliente possa perceber o tipo de tratamento de que o seu Bentley foi alvo, é realizado um vídeo com os detalhes da higienização a que cada veículo foi submetido, como um esforço de tranquilização adicional.

Segundo o responsável pela Bentley Lisboa, Miguel Costa, de início, a maioria dos clientes optava pela possibilidade de o seu Bentley ser recolhido em casa, onde seria devolvido depois da manutenção e desinfecção. Mas a curiosidade e a confiança levam a que cada vez mais proprietários tenham passado a deixar o carro na oficina, para depois levantá-lo, o que sempre serve de desculpa para sair de casa e até do concelho, dado as oficinas serem em Alcabideche.  E até o construtor britânico aplaudiu o esforço desta concessão, que assim encontrou uma forma de agradar aos clientes e manter a oficina a funcionar em pleno. Mesmo antes de o estado de emergência ter sido declarado.