O controlo eficaz nas praias “será muito difícil”, alertou o presidente da Associação Socio-Profissional da Polícia Marítima, Aníbal Rosa, em entrevista à rádio Observador, mostrando-se preocupado com fiscalização das “dezenas” de pessoas que chegam às praias vigiadas durante o fim de semana, como acontece na de Carcavelos, por exemplo.

Para Aníbal Rosa, “ter sempre disponíveis elementos policiais para a fiscalização será muito difícil” também nas praias não vigiadas, como as praias da zona de Setúbal.

“Com o efetivo com que a Polícia Marítima conta, será muito difícil se essas tarefas couberam única e exclusivamente à Polícia Marítima”, alertou Aníbal Rosa quanto às novas medidas de fiscalização e contabilização do número de pessoas que serão implementadas nas praias portuguesas, face à pandemia da Covid-19. A Polícia Marítima “terá de ter apoio da PSP, da GNR e dos nadadores-salvadores”, disse.

Praias vão ter limite máximo de banhistas para cumprir distanciamento social

Mas a falta de nadadores-salvadores também é uma preocupação. “Todos os anos há uma grande dificuldade em conseguir colmatar as necessidades de nadadores-salvadores que há pelas praias do país”, lembrou o presidente da associação, dizendo que a atual prática de dois nadadores-salvadores por cada 100 metros de praia terá também de ser reforçada.

Praias não vigiadas: “Fiscalização vai ser difícil”