A Casa de Portugal em Macau vai assinalar o 25 de Abril na rede social Facebook, com histórias animadas, poemas, desenhos e música porque “não fazer nada estava fora de causa”, disse à esta sexta-feira Lusa a presidente.

“É uma coisa pequena”, admitiu Amélia António, “mas é uma forma de comemorar o 25 de abril e de dar um abraço a toda a gente, aos nossos amigos, aos nossos associados, aos nossos compatriotas, num dia que tem de ser festejado de uma forma diferente porque estamos a viver um ano diferente” devido à pandemia da Covid-19.

O trabalho, em formato audiovisual, vai ser enviado a todos os associados e, paralelamente, publicado no Facebook, explicou.

O assinalar da data no antigo território administrado por Portugal será diferente porque, “ainda hoje, para juntar um grupo maior de pessoas há muitas limitações”, justificou, referindo-se aos apelos do governo de Macau para que se continue a praticar o distanciamento social e evitar a aglomeração de pessoas para reduzir o risco de contágio.

“Portanto, jogando pelo seguro, decidiu-se que não era viável fazer o formato normal”, mas “não fazer nada esta fora de causa”, afirmou a presidente da Casa de Portugal em Macau.

Em relação às comemorações que serão feitas em Portugal, Amélia António concorda com a decisão de serem realizadas no parlamento.

Eu acho muito bem que lá façam [as comemorações] no parlamento (…) até porque sempre se fez e há condições, também há regras, e há limitações de pessoas”, afirmou, até porque a Assembleia da República “tem funcionado para aquilo que é necessário”.

Para a sessão solene do 25 de Abril, o parlamento tinha decidido na semana passada realizar a sessão solene com um terço dos deputados (77 dos 230 parlamentares) e menos convidados, com o gabinete de Ferro Rodrigues a estimar então que estivessem presentes cerca de 130 pessoas, contra as 700 do ano passado.

No entanto, e depois de alguma polémica em torno destas comemorações, na reunião de terça-feira da conferência de líderes, a porta-voz Maria da Luz Rosinha adiantou que os maiores grupos parlamentares iriam reduzir o número de deputados inicialmente previsto, prevendo que no próximo sábado estejam presentes “menos de cem pessoas”, entre parlamentares, convidados, funcionários e jornalistas.

Em Portugal, morreram 820 pessoas das 22.353 confirmadas como infetadas, e há 1.143 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Em Macau, foram identificados 45 casos desde o início do surto, mas mais de metade já receberam alta hospitalar. O território não regista novos casos desde 9 de abril.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias France-Presse, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 708 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.