A editora independente Companhia das Ilhas, com sede na ilha do Pico, decidiu manter a publicação de novos livros apesar da situação criada pela pandemia do novo coronavírus, “coisa que vai parecendo bizarra”, como admitiu em comunicado.

A grande maioria das editoras portuguesas escolheu suspender as novas edições até o mercado regularizar, mas a Companhia das Ilhas optou por tentar “resistir” neste quadro em que “escasseiam (ainda mais) os leitores de livros publicados pelas editoras independentes de pequena dimensão”.

Companhia das Ilhas: a editora quer por o mundo a ler os Açores

Neste mês de abril, a editora açoriana lançou quase uma dezena de novos títulos, entre eles Um Fio Atravessa a Noite, de Dinis Conefrey, Epopeia Mínima, de Nuno Félix da Costa, Enlouquecer é Morrer numa Ilha, de Maria Brandão, e Vitorino Nemésio. À luz do verbo, de José Martins Garcia.

Para maio, estão agendados Weisman e Cara Vermelha. Um western judeu, de Georges Tabori (teatro), A Clínica e a Patologia dos Sistemas, de Nuno Félix da Costa (ensaio), Este título não que é muito longo (textos para teatro, 2011-2018), de Rui Pina Coelho.

No mês de junho, deverá sair o volume de poesia Variações da Perda, de Nuno Dempster. Até outubro, estão ainda programados livros de Joaquim Costa, Francisco José Craveiro de Carvalho, Pedro Eiras, Urbano Bettencourt, Simão dos Reis e Emanuel Cameira.