O tráfego de dados subiu 63% e o de voz 17% na semana terminada em 19 de abril, face ao período pré-pandemia de Covid-19, de acordo com a estimativa da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) esta sexta-feira divulgada.

“No que respeita aos serviços de comunicações eletrónicas, na semana de 13 a 19 de abril, o tráfego de voz terá aumentado 17% face ao período pré-Covid-19, com o tráfego de voz fixa a subir 33% e o tráfego de voz móvel a aumentar 16%”, refere a Anacom. “O tráfego de voz móvel é, no entanto, sete vezes superior ao tráfego de voz fixa”, salienta.

Já o tráfego de dados subiu 63% no período em análise, “tendo o tráfego de dados fixo aumentado 68%, enquanto o tráfego de dados móvel diminuiu 2%”, acrescentou o regulador. A maior parte do tráfego de dados (95%) “é cursado nas redes fixas”.

A Anacom adianta que na semana terminada em 19 de abril, “o tráfego médio semanal por utilizador foi, no mínimo, de 20 minutos de voz fixa, 64 minutos de voz móvel, 40 GB de dados fixos e 0,8 GB de dados móveis”.

O número de acessos em local fixo “aumentou 0,4%, enquanto que o número de acessos móveis diminuiu entre 3,1% e 1,1%, consoante o tipo de acesso”, aponta. Em relação à semana anterior – terminada em 13 de abril -, “o tráfego de voz diminuiu cerca de 4% e os dados móveis diminuíram 6%, enquanto que o tráfego de Internet fixa aumentou 0,5%”.

Estes dados “resultam de inquéritos semanais lançados pela Anacom sobre os serviços de comunicações, tendo como objetivo monitorizar a atividade do setor durante o período em que vigoram as medidas excecionais e temporárias associadas à covid-19 e contribuir para conhecer os efeitos da pandemia na atividade das famílias e das empresas”.

A informação solicitada resultou de um levantamento de necessidades internas da Anacom e de necessidades de entidades externas que produzem estatísticas e acompanham a conjuntura e a atividade económica, nomeadamente o Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, o Instituto Nacional de Estatística, o Banco de Portugal e o Centro Nacional de Cibersegurança”, conclui o regulador.