Os produtos que levam o selo Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação Geográfica Protegida (IGP) alcançam, em média, o dobro do preço quando comparados com os produtos similares sem certificação. Esta é uma das conclusões de um estudo da Comissão Europeia, divulgado esta segunda-feira pelo Jornal de Notícias, que teve em conta dados dos 28 estados-membros, numa análise a sete anos.

No final de 2017, Portugal contabilizava 187 produtos DOP e IGP, que alcançaram um valor de vendas de cerca de 1,848 mil milhões de euros só naquele ano — mais 49% face a 2010. Desse montante, os produtos agrícolas foram responsáveis por 165 milhões de euros, os vinhos por 1,676 mil milhões de euros e as bebidas espirituosas renderam outros 5,601  milhões de euros. Os vinhos certificados corresponderam a 91% deste mercado.

A pandemia contagiou as vendas, mas não parou a indústria. No vinho também se contra-ataca

Também em 2017, foram vendidos 4,392 milhões de hectolitros respeitantes aos vinhos DOP e IGP — mais 44% em valor e mais 25% em quantidade face a 2010. O vinho português certificado teve um peso de 4% ao nível comunitário, sendo que Portugal ficou atrás de França, Itália, Espanha e Alemanha. São as regiões do Alentejo, Lisboa e o norte do país responsáveis pela maior fatia de produção ao nível nacional.

Também foram os vinhos certificados que representaram o maior retorno em termos de exportação. Em 2017, contabilizaram 1,387 mil milhões de euros, isto é, mais 14,7% face a 2010. Os bens agrícolas foram responsáveis, em igual período de tempo, por 83 milhões de euros — considerando os 187 produtos certificados, a grande parte era agrícola (136).