Os bancos preveem uma “forte redução” da procura de créditos dos clientes particulares no segundo trimestre do ano, sobretudo para compra de habitação, segundo o inquérito sobre o mercado de crédito, esta terça-feira divulgado pelo Banco de Portugal.

Da parte das empresas, os bancos antecipam um “forte aumento” da procura, considerando que será “transversal ao tipo de empresa e à duração do empréstimo”, mas considerando que haverá, sobretudo, procura por empréstimos de curto prazo.

Já no primeiro trimestre de 2020, referiram os bancos que a procura de crédito por parte das empresas aumentou ligeiramente, face aos últimos três meses de 2019, enquanto nos particulares se reduziu ligeiramente.

Do lado da oferta, dizem os bancos que mantiveram no primeiro trimestre alterados os critérios de concessão de crédito, enquanto para segundo trimestre antecipam critérios ligeiramente mais restritivos quer para empresas (sobretudo a grandes empresas e de longo prazo) quer para particulares.

Já questionados sobre os programas de compra de ativos do Banco Central Europeu (BCE), consideraram os bancos que responderam ao inquérito que, nos últimos seis meses, não houve praticamente impacto desses programas na concessão de crédito, seja nas condições seja no volume, mas anteciparam que nos próximos seis meses contribuam “ligeiramente” para o crescimento do volume de crédito a empresas e famílias.

Este inquérito do Banco de Portugal aos bancos que operam em Portugal decorreu até 3 de abril.