O asteróide 1998 OR2 passou sem causar problemas junto à terra esta quarta-feira. Apesar de categorizado como “potencialmente perigoso” pelos astrónomos, passou a uma distância 16 vezes superior à que separa o nosso planeta da Lua, isto é, 6,28 milhões de quilómetros, como já antes escreveu o Observador.

A passagem do asteróide descoberto em 1998 não foi visível a olho nu, nem com recurso a um pequeno telescópio, alertou a Agência Espacial Europeia (ESA) na respetiva conta de Twitter, numa legenda que se fez acompanhar pela captura do asteróide já antes feita pelo Observatório de Arecibo, em Porto Rico. Apenas telescópios de tamanho médio permitiram a sua observação.

Ainda assim, há registo de imagens do asteróide. A NCB News relata que o astrónomo italiano Gianluca Masi fez um livestream da sua passagem pelo planeta terra através da iniciativa The Virtual Telescope Project. O vídeo ainda se encontra disponível no Youtube, onde já foi visualizado quase 300 mil vezes.

Já o jornal El Tiempo dá conta que Óscar Benavides, membro da Associação de Astronomia da Colômbia, apesar de trabalhar em engenharia das telecomunicações, conseguiu captar o movimento do 1998 OR2, uma tarefa dificultada pela quarentena que impediu o colombiano de deslocar-se a um parque ou a um sítio mais amplo para tirar mais fotografias. Ainda assim, deixou uma amostra na respetiva conta de Twitter.

O colosso em questão é uma rocha cujo diâmetro estará entre os 1,5 e os 4,1 quilómetros e viaja a uma velocidade de 8,69 quilómetros por segundo. Desde o avistamento que tem sido comparado à forma de uma máscara de proteção facial.