O consumo de combustível diminuiu, em termos globais, no primeiro trimestre de 2020, com a gasolina, gasóleo e jet a sofrerem maior queda em março, face ao período homólogo anterior, em 17,4 quilotoneladas (kton), 49,2 kton e 37,9 kton, respetivamente.

De acordo com o Boletim do Mercado dos Combustíveis e GPL, esta quinta-feira divulgado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em março, registaram-se quedas em todos os combustíveis do cabaz de derivados do petróleo, exceto no GPL, com o consumo mensal de gasolina, gasóleo e jet fuel (usado em aeronaves) a diminuir, face ao período homólogo anterior, em 17,4 kton, 49,2 kton e 37,9 kton, respetivamente.

Por outro lado, o GPL registou um aumento de introduções a consumo de 5,5 kton.

Segundo o documento, o gasóleo continua a ser o combustível mais consumido no mercado nacional, representando quase 65% do mix de combustíveis derivados do petróleo, seguido pelo jet (14%), gasolina (12%) e, por último, o GPL (9%).

A ERSE aponta várias razões que explicam esta queda.

Em primeiro lugar, o preço do BFO (petróleo bruto originário dos campos no Mar do Norte e usado como referência nos preços do petróleo nos mercados internacionais) desceu ao longo de março, devido à desaceleração da economia mundial e à guerra dos preços, provocada pela rejeição da Rússia aos cortes na produção acordados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

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Depois, as cotações dos derivados do petróleo nos mercados internacionais acompanharam esta tendência do BFO e do WTI (West Texas Intermediate, tipo de petróleo bruto dos Estados Unidos).

Mais, o butano e o propano acentuaram uma trajetória de queda nas cotações, em linha com a descida do preço das naftas (derivado de petróleo utilizado principalmente como matéria-prima da indústria petroquímica) no mercado internacional, atingindo mínimos de 20 anos.

Já os preços de venda ao público médios e as introduções a consumo de combustíveis em Portugal sofreram uma redução, sobretudo devido às medidas de confinamento obrigatório decretadas pelo estado de emergência, bem como ao impacto da pandemia de Covid-19 na economia global, refletindo a redução de preço das mercadorias (commodities).

Em Portugal, foi nos postos de abastecimento operados por hipermercados e nos low cost onde se praticaram os preços mais baixos dos combustíveis rodoviários, no período em análise.

Aveiro e Braga registaram os preços de gasóleo e gasolina mais baixos e, pelo contrário, Beja e Bragança, os mais caros. Vila Real e Portalegre continuam a registar, para Portugal Continental, a garrafa de GPL (butano e propano) com o menor custo, enquanto que Faro apresenta o mais elevado.