As instituições de ensino superior portuguesas receberam mais alunos no ano letivo 2019/2020, do que no ano anterior, um crescimento que foi partilhado por politécnicos e universidades, públicos e privados, segundo dados esta quinta-feira divulgados.

Um relatório publicado esta quinta-feira pela Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), indica que se inscreveram no primeiro semestre deste ano letivo 384.391 estudantes, o que representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

A maioria destes estudantes frequenta o sistema universitário, com as universidades a registarem 244.399 inscrições no primeiro semestre, mais 3% em relação ao ano letivo anterior, e 139.992 no sistema politécnico, mais 5%.

Este crescimento verificou-se tanto no setor público, que teve mais 8.683 inscrições, em comparação com o ano anterior, registando um total de 313.416 matrículas, como no setor privado, que recebeu 70.975 estudantes, mais 4.895 do que em 2018/2019.

Os dados mais antigos, incluídos no Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES), são do ano letivo 2015/2016 e, desde aí, o aumento no número de alunos matriculados nas instituições de ensino superior tem sido constante.

O relatório aponta também para um aumento de 15%, em relação ao primeiro semestre do ano letivo passado, do número de estudantes estrangeiros inscritos nas instituições portuguesas, mais de 58 mil este ano.

Entre os 58.350 estudantes estrangeiros, 5.296 inscreveram-se pela primeira vez este ano ao abrigo do estatuto de estudante estrangeiro, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano letivo anterior.

Por outro lado, a maioria dos estudantes estrangeiros estão inscritos em regime de mobilidade de grau (41.978, mais 24% em relação ao ano anterior), tendo concluído o ensino secundário num país estrangeiro e estando matriculados em instituições de ensino portuguesas com a finalidade de obter diploma.

O número de estudantes em mobilidade de crédito, ou seja, inscritos com o objetivo de obter créditos académicos posteriormente reconhecidos pela instituição de origem a que pertencem, como os estudantes do programa Erasmus, aumentou igualmente, em cerca de 26%, tendo as universidades e politécnicos recebido, no seu conjunto, 12.120 estudantes.

A grande maioria destes estudantes (quase 80%) está inscrita em universidades, sendo que apenas 2.473 se matricularam em institutos politécnicos.