Christo Peev, de 33 anos, suspeito de ter assassinado Íris Aba, uma holandesa de 62 anos que vivia em Idanha-a-Nova, está desaparecido. O cidadão búlgaro foi libertado pela juíza de instrução criminal mesmo depois de ter confessado o crime à Polícia Judiciária da Guarda, escreve o Correio da Manhã. Christo Peev e Íris Aba viveriam juntos há três anos e teriam discussões frequentes.

O crime foi cometido no fim de semana de 18 e 19 de abril. A mulher foi morta com recurso a arma branca e o cadáver foi encontrado carbonizado num casebre, onde esta viveria e o suspeito pernoitava esporadicamente. A juíza de instrução criminal aceitou que Peev fosse libertado com termo de identidade e residência, proibido de sair do concelho, pelo facto de não existir, à data do primeiro interrogatório, o resultado da autópsia.

Um dia após a libertação do suspeito, os resultados da autópsia permitiram perceber que a vítima morreu por esfaqueamento. Só depois a habitação desta foi incendiada. A forma como o suspeito confessou ter cometido o homicídio foi também confirmada.

Horas depois de se conhecerem os resultados da autópsia, o Ministério Público pediu o internamento compulsivo do suspeito. O Hospital de Coimbra, para onde foi levado, alegou não existirem razões clínicas para o internamento. Peev ficou, então, internado durante alguns dias numa unidade de saúde de Castelo Branco. Teve alta na quarta-feira de manhã e não regressou ao local onde estava a morar — o jornal assinala que estava a viver numa tenda.