Tony Allen esteve três vezes no Festival de Músicas do Mundo de Sines, em 2006, 2012 e 2016, e na primeira teve a sorte de conhecer o melhor baterista do mundo – eu. Pelo menos foi o que um amigo meu lhe disse, quando foi meter conversa com ele, escassos minutos antes de Allen entrar em palco: que o admirava imenso, que ele era o segundo melhor baterista do mundo.

Allen sorriu e, intrigado, perguntou quem era o melhor. Nisto, o meu amigo puxou-me pelo braço, e apresentou-me, inventando um nome qualquer para a super-estrela das baquetas em que naquele momento ele me convertera. E o senhor Tony Allen não só riu como alinhou na brincadeira, que durou até ele subir ao palco, pegar nas baquetas e proceder à explosão musical e emocional só possível a um gigante.

Já depois do concerto acabar perguntou-me, a rir, se eu também punha as pessoas assim. E com isto o sr Tony Allen, o homem que pôs o beat no afrobeat, não só nos ofereceu um tremendo concerto como me concedeu uma simpática histórica para contar – faço-o no dia de hoje porque foi hoje que se soube que Tony Allen morreu ontem, aos 79 anos de idade.

Morreu Tony Allen, lenda do afrobeat nigeriano e um prodígio da bateria e do ritmo

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