O Defender, aquele que foi introduzido no mercado em 1983 nas versões 90, 110 e 130, consoante a distância entre eixos, continua a ser o preferido de quem gosta de realizar incursões mais radicais por fora-de-estrada. Ou, então, de conduzir um veículo com um dos aspectos mais durões do mercado.

Como o jipe da Land Rover já não é fabricado, há transformadores que garantem que continua a ser possível adquirir hoje um Defender ainda melhor do que quando eram produzidos pela fábrica britânica. Um desses exemplos chega-nos da Florida, EUA, onde a East Coast Defender comercializa modelos que até dá gosto ver, alterando e requintando os interiores e equipando-os com mecânicas mais potentes.

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Mas nem este transformador de veículos quase jurássicos pode continuar parado no tempo. Como há cada vez mais clientes a preferir soluções mais modernas e ecológicas, a empresa americana produziu o seu primeiro Defender eléctrico. Não foram divulgados muitos dados sobre o projecto, mas tudo indica que o jipe parece manter todas as características do Defender tradicional em matéria de eixos e transmissão, pelo que a capacidade de transpor obstáculos está garantida.

Para fazer mover o Defender eléctrico, a East Coast montou um motor de um Tesla, sem contudo divulgar a potência, com a unidade motriz a vir acompanhada de uma bateria igualmente do fabricante americano, com 100 kWh, o máximo que a Tesla produz. É muito provável que se tratem de baterias recondicionadas, mas ainda assim o transformador assegura uma autonomia de 354 km, entre recargas. E, se carregar no acelerador, o condutor terá à disposição um jipe pesado e nada aerodinâmico que o leva de 0 a 100 km/h em apenas 5 segundos, algo que até as versões com motor V8 tinham dificuldade em alcançar.