A maioria dos pequenos comerciantes do centro histórico de Évora recomeçou esta segunda-feira a atividade e está a “fazer vendas”, após quase dois meses de portas fechadas, devido à pandemia de Covid-19, segundo a associação comercial.

“Há algum movimento na zona da Praça do Giraldo”, no centro da cidade, onde “a maior parte das lojas abriu”, afirmou à agência Lusa a secretária-geral da Associação Comercial do Distrito de Évora (ACDE), Mariana Candeias.

A responsável disse que alguns associados da ACDE na cidade alentejana indicaram que “estão a fazer vendas”, sublinhando que os clientes “estarão com alguma confiança e muito desejo de fazer compras”.

“É ótimo que as pessoas venham fazer compras, mas é essencial que se mantenham as regras” de segurança para “evitar a propagação” do novo coronavírus (SARS-Cov-2) que provoca a doença da Covid-19, advertiu.

Mariana Candeias assinalou que “a associação comercial fez a divulgação” das medidas de segurança que são obrigatórias junto dos seus cerca de 900 associados e que “não houve muitas dúvidas” por parte dos comerciantes.

“O que nos é dito é que as lojas estão a cumprir todas as regras e as pessoas estão a desinfetar as mãos à entrada e estão a usar máscara“, pelo que, “em princípio, está tudo a ser cumprido”, referiu.

Portugal iniciou esta segunda-feira o primeiro “dia útil” da situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19, com a reabertura condicionada de lojas, cabeleireiros, livrarias e comércio automóvel.

O uso obrigatório de máscara nas lojas até 200 metros quadrados com porta aberta para a rua é uma das condições, enquanto nos cabeleireiros e similares o atendimento é feito por marcação.

Nos espaços fechados, a lotação máxima é de cinco pessoas por 100 metros quadrados.

Após 45 dias consecutivos em estado de emergência, desde 19 de março, e face ao abrandamento de novos casos, Portugal encontra-se agora em situação de calamidade, numa altura em que o país contabiliza 1.063 mortes associadas à Covid-19 em mais de 25 mil casos confirmados de infeção.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 247 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.