Vários movimentos sociais anunciaram esta segunda-feira a realização de uma manifestação no próximo dia 6 de junho para exigir um programa de empregos públicos para combater a falta de rendimento das pessoas mais afetadas pela pandemia de Covid-19.

O movimento “Resgatar o Futuro, Não os Lucros” afirma em comunicado que esta é “uma situação de emergência social para milhões de pessoas em Portugal” que exige “um programa massivo de empregos públicos para salvar pessoas e clima, num contexto de desemprego e falta generalizada de rendimento”.

O comunicado é assinado pelas organizações: Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, Climáximo, Greve Climática Estudantil — Lisboa, Habita – Associação pelo direito à habitação e à cidade e Rés do Chão – Associação pelo direito à habitação.

Os movimentos pedem a criação de apoios de emergência em áreas base como a saúde, a educação, a alimentação, a energia, a água, a habitação e as discriminações, apontando que o resgate feito às empresas “colide diretamente com a necessidade de resgatar as pessoas numa situação de urgência por falta de rendimentos e perspetivas”.

O movimento “Resgatar o Futuro, Não os Lucros” vaticina que “é urgente” uma intervenção que permita construir “uma resposta social, laboral e de investimento público histórico” para edificar uma nova economia.

Os organizadores do protesto marcado para 6 de junho sublinha ainda a necessidade de levar por diante “uma expressão popular e de rua” que vinque “a exigência de um resgate social ao invés do resgate que visa apenas o regresso a um “Business as Usual” do capitalismo”, avisando que “não podem continuar a ser tomadas decisões essenciais para o nosso futuro coletivo sem participação popular”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 245 mil mortos e infetou mais de 3,4 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Portugal contabiliza 1.043 mortos associados à Covid-19 em 25.282 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia. Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.