O Urus é uma referência sempre que se fala de SUV. Aliás, os seus 650 cv e a capacidade de ir de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos, para depois atingir 305 km/h, permitem-lhe deixar para trás a maioria dos desportivos do mercado. Mas, como tudo o que é bom e tecnologicamente sofisticado, este Lamborghini obriga a um investimento superior, que em Portugal atinge um dos valores mais elevados ao ser proposto por um preço a partir de 272 mil euros.

É provável que tenha sido o preço elevado, juntamente com a invejável reputação do modelo transalpino, que levou um transformador japonês a “fazer” um Urus mais acessível. Como base, usou um Toyota RAV4, modelo que não partilha com a “bomba” italiana as formas de SUV coupé, estando ainda bastante aquém em termos de comprimento e de largura. Mas a realidade é que, com o kit de transformação criado pela Albermo, a frente passa a apresentar algumas semelhanças com a do Urus. Porém, nada que convença numa análise mais atenta.

O Urus japonês não monta o 4.0 V8 biturbo da Lamborghini, com 650 cv, continuando a recorrer a uma mecânica híbrida que alia um motor a gasolina com outro eléctrico, com a tracção às rodas traseiras a ser assegurada por outra unidade alimentada pela bateria. Também os pouco mais de 200 cv do RAV4 japonês (que atingiriam um total de 222 cv caso se tratasse da versão europeia) não conseguem rivalizar na pujança com os 650 cv do carro italiano, o que o leva a ficar-se pelos 180 km/h e pela necessidade de ter 8,1 segundos para chegar aos 100 km/h.

Contudo, a cópia não perde em tudo para o original e basta ver o que acontece com o consumo, com o Toyota na versão híbrida a anunciar 5,6 l/100km, contra 12,7 litros do Lamborghini, o que corresponde a 325g de CO2/km, longe pois dos 127g do Toyota. Também o preço favorece o Urus cópia, que é proposto entre nós por 44 mil euros na versão 4×4, abaixo claramente dos 272 mil do original. Mas não é expectável que este naipe de vantagens faça qualquer dos clientes da Lamborghini deixar de optar pelo Urus com 650 cv.