O governo de São Tomé e Príncipe decretou na segunda-feira o “confinamento geral obrigatório de toda a população em todo o território nacional” a partir de quarta-feira devido ao crescente número de casos positivos de Covid-19.

Confinamento geral obrigatório de toda a população, em todo o território nacional, com exceção de saídas para compras rápidas e situações de emergência médica, sob pena dos infratores incorrerem em crime de desobediência”, indica um comunicado do Conselho de Ministros divulgado na segunda-feira à noite.

Lido pelo ministro da presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Wando Castro, o comunicado refere ainda que a medida não abrange “os funcionários dos setores essenciais, trabalhadores por turno e prestadores de serviços no setor alimentar, que deverão ser portadores de uma credencial para o efeito”.

Todos os “serviços públicos e privados não essenciais” vão estar encerrados, devendo os serviços essenciais funcionar “com o pessoal reduzido”, com exceção dos profissionais de saúde, comunicação social, bombeiros e forças de defesa e segurança.

A decisão do confinamento geral foi tomada numa reunião do Conselho de Ministros que “analisou com profunda preocupação” os resultados dos testes efetuados no laboratório do Gana que deram 161 positivos, entre 213 amostras.

Face a esse novo quadro epidemiológico que vem alterar totalmente a nossa vivência coletiva o Conselho de Ministros decidiu pelas novas medidas de exceção”, indica o comunicado, que define um novo horário de funcionamento de empresas comerciais para venda de bens alimentares e produtos de higiene.

De acordo com o governo, as medidas vão vigorar até ao final do estado de emergência no país, previsto para dia 17 de maio.

Na segunda-feira, o Ministério da Saúde anunciou mais quatro novos casos detetados com base nos testes rápidos, totalizando um total de 174 casos de Covid-19 acumulados no país, que já registou três mortos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 249 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

O número de mortes provocadas pela Covid-19 em África subiu para 1.800 nas últimas horas, com mais de 44 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (413 e uma morte), seguindo-se a Guiné Equatorial (315 e uma morte), Cabo Verde (175 e duas mortes), Moçambique (80), Angola (35 infetados e dois mortos) e São Tomé e Príncipe (174 casos e três mortos).