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Foi um dos músicos mais influentes do mundo e, no entanto, é um enigma. Florian Schneider, fundador, com Ralph Hütter, dos Kraftwerk, morreu, aparentemente na última semana de Abril, mas a notícia chegou apenas a 6 de maio. Até na morte manteve as emoções a uma “distância de segurança”, postura em sintonia com a época, poderíamos dizer, mas que assumia na perfeição desde sempre, enquanto homem robot e, ao que parece, como pessoa também.

Dele pouco se sabe. Tinha uma filha, muito sintetizadores, era de boas famílias, o pai era um arquiteto modernista, Paul Schneider Esleben. Cresceu com o conforto e os hábitos de um contexto relativamente aristocrático, e, aos 20 anos, em 1967, tinha a curiosidade de um jovem atento aos múltiplos estímulos artísticos que marcavam a época. Gostava de música, tinha dinheiro e queria fazer diferença na efervescência cultural alemã dos anos 60.

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