A diretora regional da OMS África afirmou esta quinta-feira que a organização aconselhou Madagáscar a avaliar cientificamente o chá com alegadas propriedades curativas da doença provocada pelo novo coronavírus, aconselhando os países a não adotarem produtos não testados.

Na conferência de imprensa online sobre a evolução da Covid-19 no continente africano, Matshidiso Moeti foi questionada sobre o “Covid-Organics”, uma bebida feita a partir de artemísia, planta com eficácia comprovada no tratamento da malária, assim como outras ervas que crescem em Madagáscar.

O Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, elogiou as virtudes curativas e preventivas deste produto contra o novo coronavírus, o qual foi solicitado pela Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Níger.

“Estamos a aconselhar o governo de Madagáscar a avaliar este produto através de um ensaio clínico e estamos preparados para colaborar com eles”, disse a diretora regional da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em relação ao consumo daquela bebida, Matshidiso Moeti advertiu e aconselhou os países a “não adotarem um produto que não tenha passado por testes clínicos de segurança e eficácia”.

O número de mortos devido à Covid-19 em África ultrapassou esta quinta-feira os dois mil (2.012), com mais de 51 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 260 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.