A produção industrial alemã caiu 9,2% em março em relação ao mês anterior devido à pandemia da Covid-19, segundo dados provisórios divulgados hoje pela agência federal de estatística (Destatis).

Esta é a maior contração desde o início dos registos estatísticos, em janeiro de 1991, afirma o comunicado da Destatis. Em termos homólogos, a produção industrial caiu 11,6%. Por outro lado, a Destatis confirmou o aumento de 0,3% da produção industrial em fevereiro.

No setor industrial, a produção em março caiu 11,6% em relação a fevereiro, enquanto a produção de energia recuou 6,4% e, em sentido contrário, a construção aumentou 1,8%. A produção de bens de investimento caiu 16,5%, a de bens de consumo 7,5% e a de bens intermediários 7,4%.

A produção da indústria automóvel contraiu-se significativamente, 31,1%, e a de produtos impressos e farmacêuticos caiu 12,5% e 11,8%, respetivamente, bem como na indústria de têxtil, que recuou 11,5%.

No primeiro trimestre como um todo, a produção industrial caiu 1,2%. O setor industrial registou uma queda de 2,4%, com significativo recuo no fabrico de máquinas (-3,9%) e na produção de veículos (-9,6%). Em contrapartida, a produção química e farmacêutica cresceu significativamente, 3,6% e 2,2%, respetivamente.

A construção continuou a ser um dos pilares da produção industrial, com um forte aumento de 5,5% no conjunto do primeiro trimestre.

Devido ao bom início do ano, a queda na produção como consequência da crise global decorrente da pandemia da Covid-19 ainda foi moderada no conjunto do primeiro trimestre”, afirmou o Ministério da Economia num comunicado.

A mesma fonte recorda que a paralisação total ocorreu na segunda quinzena de março e que, portanto, se espera uma contração mais acentuada para o mês de abril.