O Presidente dos Estados Unidos desvalorizou os dois casos de funcionários da Casa Branca que, esta semana, testaram positivo para o novo coronavírus. Donald Trump afirmou que “não estava preocupado”, mas responsáveis do complexo da Casa Branca disseram que os protocolos de segurança sanitária estavam a ser reforçados.

Na sexta-feira, a Casa Branca anunciou que Katie Miller, porta-voz do vice-Presidente norte-americano, Mike Pence, testou positivo para o novo coronavírus. Um dia antes, foi confirmado que um membro do exército que trabalha como motorista de Trump tinha também recebido uma análise positiva.

Um dia antes, o teste de Katie Miller tinha sido negativo. “É por isso que todo o conceito dos testes não é necessariamente ótimo”, disse Trump. “Os testes são perfeitos, mas alguma coisa pode acontecer entre um teste em tudo que está bem e depois alguma coisa acontece”, indicou.

A Casa Branca mede a temperatura de todos os funcionários sempre que entram no complexo, encoraja o distanciamento social entre os trabalhadores e efetua limpezas rigorosas diárias dos espaços de trabalho. Qualquer pessoa que mantenha um contacto próximo com o Presidente e o vice-Presidente é testada diariamente para a covid-19. Na quinta-feira, Pence indicou que ia passar a fazer testes diários, tal como Trump.

Os Estados Unidos registaram mais de 75 mil mortos e mais de 1,28 milhões de casos da covid-19 desde o início da epidemia no país. A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 272 mil mortos e infetou quase 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.