Um centro de despistagem ao novo coronavírus vai abrir na segunda-feira no edifício do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para permitir testar, após prescrição médica, até duas mil pessoas por dia, anunciou este sábado fonte oficial.

“Colocado à disposição um espaço dedicado no edifício Louise Weiss pelo Parlamento Europeu permitiu instalar um centro de despistagem à Covid-19 dedicado aos habitantes do Baixo Reno, nomeadamente aos da Eurometrópole, no quadro do arranque das medidas de desconfinamento”, anunciaram hoje, num comunicado comum, o departamento do Baixo Reno, o município, a Agência Regional de Saúde e a instituição europeia.

Este centro de despistagem será reservado às pessoas assintomáticas, identificadas pelo seguro de saúde ou pelos centros médicos de Estrasburgo. Quatro laboratórios estarão aí sediados e vão realizar os testes em 21 ‘boxes’ especialmente previstas para o efeito.

Desde final de abril que as cozinhas do Parlamento Europeu têm sido utilizadas para preparar cerca de 500 refeições por dia para as pessoas mais necessitadas.

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As sessões de trabalho têm sido feitas em Bruxelas, contudo a sede do Parlamento Europeu fica em Estrasburgo, motivo pelo qual os deputados realizam aí as sessões plenárias uma semana por mês.

Desde março que excecionalmente não se realizam devido à pandemia do novo coronavírus, que atinge particularmente a região francesa da Alsácia. O calendário revisto para 2020 não prevê a realização de sessões plenárias em Estrasburgo antes de setembro.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 274 mil mortos e infetou mais de 3,9 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.126 pessoas das 27.406 confirmadas como infetadas, e há 2.499 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.