O governo britânico deverá impor uma quarentena de 14 dias a quem chegar ao Reino Unido de qualquer país para combater a expansão da pandemia. A nova restrição, segundo informação avançada pela BBC, deverá entrar em vigor até ao final de maio ou início de junho. Se esta medida for para a frente, as pessoas que chegarem ao país deverão isolar-se voluntariamente em casas privadas.

Segundo o The Times, a obrigação de quarentena poderá abranger os próprios residentes que regressem do estrangeiro. Esta é uma das medidas do guião que o primeiro-ministro Boris Johnson deverá anunciar este domingo para evitar um segundo pico da pandemia. A restrição afetará pessoas que cheguem aos aeroportos, estações ferroviárias e portos do país.

Fontes governamentais e do setor da aviação adiantaram à BBC que esta quarentena irá implicar que os passageiros terão de fornecer uma morada quando chegam ao país. Não é ainda claro se os não residentes no país poderão ficar em residências privadas alugadas.

As empresas da aviação e aeroportos já avisaram que a quarentena terá não só um efeito devastador no setor da aviação britânico, mas em toda a economia. A restrição irá também penalizar os voos de outras companhias para o Reino Unido, como a TAP, que apostava em Londres como um dos destinos para retomar a operação este mês. Londres é um dos principais destinos para aviação comercial mundial e uma imposição desta natureza tornará ainda mas difícil a retoma no setor.

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Karen Dee, diretora executiva da associação de operadores aeroportuários, diz que ainda não recebeu os detalhes do plano, mas defende que a medida deve ser aplicada de forma seletiva e de acordo com orientações científicas. “Deve haver uma estratégia de saída do desconfinamento clara e os impactos em setores chave e na economia devem ser mitigados”, afirmou ao jornal The Guardian.

O Reino Unido é o quarto país do mundo com mais infetados com Covid-19 e já registou mais de 31 mil mortos.