A Seat quis saber até que ponto o facto de conduzir acompanhado por cães ou outros animais de estimação levaria o condutor a adoptar uma toada mais defensiva e responsável. O banco de ensaio foi montado no Reino Unido e as conclusões foram animadoras. Após a análise dos dados recolhidos, os técnicos ao serviço do construtor espanhol concluíram que mais de metade dos condutores, cerca de 54%, conduzem mais devagar quando acompanhados pelos seus companheiros de quatro patas.

O estudo provou ainda que é sobre os condutores mais jovens que os cães parecem ter mais influência. Entre os condutores com uma idade compreendida entre 18 e 24 anos, 69% adoptam um ritmo mais respeitador não só das regras de trânsito, como ainda dos restantes automobilistas com quem partilham a estrada.

Se o ascendente do melhor amigo do homem é maior entre os condutores mais novos, é estranhamente inferior entre os mais velhos. No inquérito, entre os que conduzem com mais de 55 anos, apenas 42% tentam proteger o canídeo das travagens violentas, das acelerações bruscas e de velocidades elevadas.

O estudo revelou igualmente que, embora seja ilegal no Reino Unido transportar cães dentro dos veículos sem estarem devidamente presos ou impossibilitados de circular livremente pelo habitáculo, 1/3 dos inquiridos não tinha a certeza que era proibido, sendo que nove em cada 10 questionados disseram desconhecer que a multa podia ascender a 5000 libras, cerca de 5650€. A Seat aproveita para recordar que vende todo o tipo de acessórios para evitar que isso aconteça.