Quatro voos especiais vão fazer nos dias 12, 14, 21 e 22 de maio, a ligação entre Luanda e Lisboa, prevendo-se igualmente a realização do trajeto Lisboa-Luanda no dia 22 de maio, ainda dependente da autorização do governo angolano.

Angola fechou fronteiras a 20 de março, para conter a propagação da pandemia de covid-19, e só tem autorizado voos humanitários para levar de regresso aos seus países de origem cidadãos estrangeiros que tenham ficado retidos no país. Para este mês estão anunciadas quatro ligações entre a capital angolana e Lisboa. A primeira, um voo ‘charter’ operado pela Euroatlantic, que está a ser promovido pela Travelgest, realiza-se já na terça-feira.

Dois dias depois é a vez da TAP, com um voo marcado para sair às 15:10 de Luanda em direção a Lisboa. Segundo a transportadora portuguesa, os passageiros com regressos antes do dia 31 de maio poderão pedir a alteração dos seus bilhetes para este voo.

A TAP volta a fazer a ligação Luanda-Lisboa no dia 21 de maio, de acordo com informações da agência viagens Ask4.

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De acordo com informações do operador turístico Across, será igualmente operado um voo charter da Hi Fly no dia 22 de maio nos trajetos Lisboa (13:30) – Luanda (20:35) e Luanda (23:30) – Lisboa (6:15 de 23 de maio). No entanto, o percurso Lisboa-Luanda está ainda sujeito à aprovação do governo angolano para desembarque dos passageiros em Angola, devendo os interessados contactar as agências de viagens para obter mais esclarecimentos.

O último voo proveniente de Portugal chegou à capital angolana no dia 21 de março.

Angola, que regista 43 casos positivos de infeção com o novo coronavírus, iniciou hoje o terceiro período de prorrogação do estado de emergência, que se prolonga até ao dia 25 de maio.

O estado de emergência foi declarado pela primeira vez no dia 27 de março e impõe várias restrições à liberdade de circulação. Fixa também uma cerca sanitária nacional, estando interditadas as entradas e saídas do território nacional, por qualquer meio, exceto para a entrada e saída de doentes, bens, serviços essenciais e ajuda humanitária.

No dia 25 de abril, o ministro angolano dos Transportes, Ricardo de Abreu, disse que Angola já tinha autorizado 205 voos humanitários desde o fecho de fronteiras, que permitiram o regresso a casa de cerca de 2.000 pessoas, adiantando que não há previsões para reabrir a aviação comercial.