Quanto mais as baterias evoluem, em termos de densidade energética, mais fácil se torna conceber motos eléctricas. Se as trotinetas, bicicletas e scooters eléctricas se satisfazem com baterias pequenas, as motos, pelo menos aquelas com mais de uma centena de cavalos e características mais desportivas, necessitam de transportar energia que lhes assegure a capacidade de percorrer várias centenas de quilómetros.

O mais recente exemplo chega-nos da Finlândia, país que pode não possuir a maior tradição na indústria motorizada, das quatro ou das duas rodas, mas parece que irá ter uma palavra a dizer com a ajuda da tecnologia eléctrica. A Verge Motocycles prova isso mesmo, com esta pequena startup a apresentar o seu primeiro modelo alimentado por bateria, com um veículo cuja solução estética e tecnológica é mais sofisticada do que as oriundas de marcas convencionais, especialistas em propostas com motores de combustão.

A primeira criação da Verge é a TS, concebida como uma naked desportiva, cuja característica mais evidente é a roda traseira sem cubo, com motor eléctrico a agir como o aro da jante e parte da suspensão traseira. A TS recorre a um quadro em alumínio, cuja zona central é ocupada pela bateria. Apesar da Verge não mencionar a capacidade desta, pelo volume que ocupa, que só em largura é superior a um motor de combustão com quatro cilindros em linha, não deverá andar longe dos 15 kWh.

Os finlandeses anunciam uma autonomia de 200 km, valor que aumenta para 300 km em ciclo urbano, onde as constantes desacelerações e travagens regeneram energia. Para ajudar a “esticar” a autonomia, a velocidade máxima está limitada a 180 km/h, com o motor eléctrico de 80 kW, cerca de 109 cv, a permitir ir de 0-100 km/h em menos de 4 segundos.

A Verge TS está à venda por 24.990€, mediante pré-reservas com um sinal de 2000€. Ou seja, esta moto eléctrica custa cerca de 5000€ menos do que a Harley-Davidson LifeWire, que oferece potência similar e menor autonomia.