O deputado único do Chega apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte da menina de Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche, assinalando que “a morte de uma criança é sempre angustiante”.

André Ventura quer que os deputados prestem “a sua homenagem à memória” da criança de nove anos que foi encontrada morta no domingo, “que viu a sua vida ser terminada desta forma violenta e inesperada, endereçando condolências a todos os que lhe foram próximos e lhe quiseram bem, tal como a todos os que por ela se uniram, nas suas preces e pensamentos, e consternados choram a sua morte”.

Se qualquer morte é triste, sendo de alguém próximo, e nos invade uma enorme dor pela sua perda, a morte de uma criança é sempre angustiante”, salienta o deputado, apontando que as “circunstâncias trágicas e tenebrosas em que esta morte sucedeu” provocam “um significativo sentimento de revolta e de verdadeira angústia pelo sucedido”.

Na ótica de Ventura, este foi “um crime que deixou toda a comunidade e mesmo o país em choque” e indignado e que demonstra que a sociedade falhou na “missão de proteção” da criança.

“Crimes destes exigem uma moldura penal bastante mais pesada e um esforço sério da justiça na proteção da sociedade”, defende o Chega, defendendo que “um alargamento da pena máxima de 25 anos para prisão perpétua é algo que tem mesmo que ser discutido em Portugal, através da necessária revisão constitucional”.

Uma criança foi dada como desaparecida na quinta-feira de manhã, depois de uma denúncia do pai no posto da GNR de Peniche. As buscas contaram com o envolvimento de “mais de 600 elementos ativos, numa área percorrida de sensivelmente quase quatro mil hectares, palmilhada mais do que uma vez em alguns locais”, referiu o comandante da GNR de Caldas da Rainha, Diogo Morgado, numa conferência de imprensa, no domingo.

Depois de cerca de três dias de buscas, a PJ de Leiria deteve, no domingo, o pai e a madrasta da vítima, cujo corpo foi encontrado numa mata na Serra D’el Rei, no concelho de Peniche, distrito de Leiria, coberto por arbustos.

O resultado preliminar da autópsia à criança aponta para uma morte violenta, com lesões na cabeça e indícios de asfixia. Embora haja indícios de asfixia, a criança de nove anos terá sofrido agressões em vários locais, o que lhe causou diversas lesões, incluindo na cabeça, segundo fonte policial.

Se alguma destas agressões resultou na morte ou as duas situações em simultâneo ainda não é conhecido, uma vez que as causas da morte só serão confirmadas depois de exames laboratoriais. Este ainda não é o relatório final da autópsia, mas apenas um exame preliminar.