O governo dos Estados Unidos da América (EUA) doou mil ventiladores à África do Sul, para ajudar o país a lidar com mais casos de infeção pelo novo coronavírus a responder à pandemia.

Os novos ventiladores estão avaliados em 14 milhões de dólares (12,9 milhões de euros). A doação, que inclui acessórios, planos de serviço e envio, totaliza os 20 milhões de dólares (18,4 milhões de euros), segundo informou esta terça-feira a embaixada norte-americana na África do Sul.

Os ventiladores, produzidos nos EUA, vão ajudar os hospitais da África do Sul a tratar doentes em unidades de cuidados intensivos, cabendo à Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional trabalhar com o governo sul-africano na distribuição do equipamento pelo país.

A embaixadora dos EUA na África do Sul, Lana Marks, esteve na segunda-feira no Aeroporto O.R. Tambo, em Joanesburgo, para receber o carregamento.

Estes ventiladores são mais um exemplo do espírito de generosidade americano, uma vez que combatemos este vírus no nosso país, nos Estados Unidos, e, juntamente com os países nossos parceiros, no estrangeiro”, afirmou Marks.

A doação de ventiladores faz com que o apoio financeiro total do governo norte-americano à resposta contra a Covid-19 na África do Sul ascenda a 41 milhões de dólares (37,8 milhões de dólares), de acordo com a declaração da diplomata.

Além disso, os EUA estão a apoiar até 5.400 profissionais de saúde comunitários para prestarem assistência à campanha comunitária de rastreio da Covid-19 do governo sul-africano e a prestar apoio ao tratamento do VIH, através do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Sida.

A África do Sul tem o maior número de casos confirmados da doença em África, com mais de 10.600 infetados e 206 mortes.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.