O presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan, mostrou-se esta terça-feira contra o regresso da Liga inglesa de futebol em junho, considerando que é “ainda muito cedo” para retomar a prova, em plena pandemia da Covid-19.

“Com o país a lutar nesta crise e centenas de pessoas a morrerem todos os dias, o mayor acredita que é muito cedo para estar a discutir o regresso da Premier League e dos desportos de alta competição na capital”, disse fonte do gabinete de Sadiq Khan ao jornal britânico Evening Standard.

Atualmente, a Liga inglesa conta com cinco clubes londrinos (Arsenal, Chelsea, Crystal Palace, Tottenham e West Ham).

“Como adepto do Liverpool, o mayor quer muito que a Premier League regresse. Mas, isso só pode acontecer quando for seguro e que não possa ser um peso a mais para o serviço nacional de saúde”, acrescentou a mesma fonte.

Na segunda-feira, o governo britânico confirmou que os eventos desportivos, incluindo a Liga inglesa de futebol, deverão ser retomados a partir de 1 de junho, mas sem a presença de público nos recintos.

O regresso dos campeonatos em junho faz parte da segunda etapa do plano de desconfinamento do Reino Unido.

A Premier League foi interrompida no início de março devido à pandemia da Covid-19, numa altura em que o Liverpool tinha caminho livre para ser campeão, já que lidera a prova com mais 25 pontos do que o Manchester City, de Bernardo Silva e João Cancelo.

O Reino Unido é o segundo país em todo o mundo com mais mortos devido à Covid-19 (33.065), atrás do Estados Unidos, e o quarto com mais pessoas infetadas (mais de 223 mil).

Com a declaração de pandemia, em 11 de março, inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados – nomeadamente os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América – ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais de todas as modalidades.

Os campeonatos de futebol de França e Países Baixos foram, entretanto, cancelados, enquanto países como Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal preparam o regresso à competição.