A próxima Mesa Nacional do BE, em junho, vai decidir sobre a realização da Convenção Nacional e do Fórum Socialismo, a “rentrée” bloquista, bem como todas as iniciativas que juntam muitas pessoas e estão suspensas devido à pandemia.

Questionada pela agência Lusa, fonte oficial do BE afirmou que o partido “suspendeu todas as atividades que implicam a presença de muitas pessoas” e que “a próxima reunião da Mesa Nacional tomará, em função da evolução da pandemia, uma decisão definitiva sobre iniciativas futuras”. “O Bloco de Esquerda continuará a seguir as recomendações das autoridades de saúde”, garantiu a mesma fonte.

Entre estas iniciativas suspensas está o fórum das lutas (previsto precisamente para esta semana), o Acampamento Liberdade, o Fórum Socialismo (a rentrée do BE) e a XII Convenção Nacional do BE (agendada para 24 e 25 de outubro).

Precisamente sobre a reunião magna dos bloquistas, a coordenadora do BE, Catarina Martins, anunciou, no final da Mesa Nacional de 18 de abril, que tinham sido suspensos os prazos e regulamento da XII Convenção Nacional do partido devido às restrições da pandemia de Covid-19.

Segundo o BE, “as atividades que se mantiveram foram adaptadas às exigências de segurança sanitária”, dando como exemplo essa mesma Mesa Nacional, realizada por videoconferência, para além das diversas iniciativas online realizadas.

Questionada sobre o regresso da agenda “na rua”, a mesma fonte referiu que o partido “tem tido a preocupação de ouvir especialistas e ativistas das mais diversas áreas, assim como as experiências de quem é afetado pela crise”.

Nas próximas semanas prosseguirão estas reuniões e visitas, para ouvir especialistas nas várias áreas e as experiências de quem é afetado pela crise”, refere, adiantando que haverá “participações presenciais e por videoconferência”, mas seguindo “sempre as recomendações das autoridades de saúde”.

Sobre a atividade na sede do BE, na Rua da Palma, em Lisboa, foi explicado à agência Lusa que trabalham no edifício “cerca de duas dezenas de pessoas” e que “estão todas em teletrabalho, com exceção de situações muito esporádicas em que a presença física é imprescindível”. “Nestes casos, são sempre respeitadas as recomendações das autoridades de saúde”, comprometem-se.

Em 10 de março, o partido liderado por Catarina Martins decidiu adaptar a agenda e seguir as indicações da Direção-Geral da Saúde sobre a Covid-19, adiando iniciativas que mobilizam “um número significativo de aderentes” ou impedindo as realizadas em locais que concentrem muitas pessoas.