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Uma das recomendações mais repetidas no mundo das substâncias reguladas é não misturar drogas porque a viagem pode acabar mal. De certa forma, a máxima também se aplica a “Have a Good Trip: Adventures in Psychedelics”. O documentário que acaba de se estrear na Netflix não tem um desfecho dramático, mas anda por todo o lado sem chegar a lado nenhum.

Num momento estamos a ver o cantor Sting descrever uma experiência mística com um vitelo ao colo, no outro é a humorista Sarah Silverman que conta como “flutuou” até um parque de Nova Iorque para se juntar a um grupo de “semi-sem-abrigo”. Parte das recriações são animadas, outras resolvem-se em encenações low-cost, há imagens de arquivo dos anos 60, falsos vídeos institucionais e um “professor” que dá “lições” sobre temas como “a Coca-Cola e a Pepsi do mundo dos alucinogénios”. Tal como os sem-abrigo de Silverman, também este caos é “semi” organizado. Cada capítulo, um separador. Cada separador, um conselho. Cada conselho, um arco-íris que desliza pelo ecrã à boleia de um cogumelo. Divertido? Sem dúvida, mas.

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