A habitual reunião semanal entre o Presidente da República e o primeiro-ministro foi servida ao almoço já que António Costa tinha agenda cheia entre visitas a creches, reunião do Infarmed e audiências com os partidos por causa da próxima fase do desconfinamento. No menu estava a polémica dos últimos dias sobre a injeção de capital no Novo Banco, a tensão pública entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças e o papel que o próprio Marcelo Rebelo de Sousa acabou por ter no intensificar da crise, depois das declarações feitas no dia anterior, vistas como um tirar do tapete a Centeno.

Do Terreiro do Paço chegavam notícias do pedido de demissão que não se concretizou e do telefonema que o Presidente tinha feito ao ministro sobre “o equívoco”, com a tese de que teria sido “um pedido de desculpas”. Uma frase vista como “pouco simpática” e que irritou Belém, que pouco depois fazia sair um comunicado a reiterar tudo o que tinha dito no dia anterior e a esclarecer que o Presidente não demite membros do Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa ligou a Centeno por causa “do equívoco” na Autoeuropa. Mas mantém tudo o que disse

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